Na Disneylândia da gastronomia #SãoPaulo é difícil para um carioca escolher em qual restaurante jantar. Gosto sempre de ir em lugares diferentes e tenho uma lista dos meus top 10 na cidade. Aqueles queridinhos sabe!??! Um dos que tem lugar guardado no meu coração tem cozinha moderna com uso de ingredientes brasileiros e orgânicos e chama-se Maní. A comida impecável da casa está sob o comando da chef Helena Rizzo (eleita a melhor chef mulher do mundo pela revista britânica “Restaurant”) e seu esposo espanhol Daniel Redondo. Vou contar um pouquinho sobre minha experiência por lá.

Vamos começar pela decoração minimalista no melhor estilo rústico chic que eu amo!

Cheguei cedo para jantar, mas não fiquei livre da fila de espera (reserve e tenha paciência se chegar um pouco mais cedo). Por sorte a espera é nesse corredor com janelas enormes onde é possível ver todo o movimento da cozinha e seu sofá extenso com mesas de apoio permite que a refeição seja iniciada por ali.
Bem acomodada no corredor de luz baixa, começamos a beliscar uma mini caprese na colher (caprese é minha paixão eterna). Amo comida delicada! Além da linda apresentação a burrata estava incrivelmente macia e a sensação explosiva ao colocar na boca é inexplicável. Demais! O esposo pediu ovo “perfecto” cozido a 63º durante uma hora e meia na espuma de pupunha. Provei e estava delirante! Quem quiser uma opção anda mais leve, pode optar pela salada mata atlântica. 

Confesso que o talharim de pupunha ao molho de parmesão e azeite de trufas brancas foi o prato que me atraiu até o Maní (depois comi o maravilhoso talharim de pupunha no primo Manioca – post AQUI), mas ao ler o cardápio troquei imediatamente pelo peixe com batata doce roxa e cebolas na brasa, coalhada de leite de cabra e picada da Mari. D-I-V-I-N-O!

A batata doce – fonte de vitamina A, B e sais minerais como como cálcio, ferro, potássio, fósforo e fibras – é um carboidrato de lenta digestão e absorção (carboidrato complexo), estimula pouco a liberação de insulina, reduz o risco de doenças crônicas (como diabetes, obesidade) e é um ótimo aliado no controle do apetite. A batata doce roxa é especialmente rica em compostos bioativos com ação antioxidante, desintoxicante, alcalinizante, anti-inflamatória e de combate ao ganho de peso, é excelente aliado contra o envelhecimento da pele e ao risco de desenvolvimento de doenças crônicas.
De sobremesa (sim, viajando cometo pequenos delitos hehehehe), escolhi a sobremesa mais pedida: o tal “O Ovo”. A invenção é uma combinação de sorvete de gemada, espuma de coco e coquinhos crocantes. Amei a textura, mas como já tenho um paladar adaptado para o chocolate 85%, achei extremamente doce! Porém entretanto contudo, esse ponto não fez o Maní perder nenhuma estrela porque afinal é uma adaptação do meu paladar.
Como raramente bebo vinho, vou ressaltar a ótima carta de sucos do restaurante. Não experimentei nenhum, mas adorei as combinações e acho que essa é a melhor e mais extensa carta de sucos de um restaurante (não estou falando sobre casas de suco/lanchonetes naturebas). Se minha permanência no restaurante fosse acima de 1h após o termino do jantar eu escolheria água de coco com maçã verde e cubos de gengibre. Vou fazer essa mistura em casa para testar e conto depois!
 
Finalizei minha noite deliciosa com uma infusão de hortelã para me aquecer da noite fria e auxiliar na digestão. 

Não esqueça de fazer reserva. O Mani fica lotado mesmo nos dias de semana!!!

Mani – São Paulo
Rua Joaquim Antunes, 210
Reservas: (11) 3045-4148